sábado, 4 de maio de 2013

Alta de alimentos pesa mais para soteropolitano


                    O IPC na capital baiana foi de 17,97% em um ano
Dentre as sete capitais brasileiras em que a Fundação Getulio Vargas (FGV) pesquisa o Índice de Preço ao Consumidor (IPC), Salvador tem destaque no aumento do preço dos alimentos. Considerando a média anual, de maio de 2012 a abril de 2013, o IPC na capital baiana foi de 17,97%, a maior dentre as outras cidades. Atrás, fica Recife (16,60%) e, por último, Brasília (12,36%), média semelhante à registrada nas outras capitais. O economista da FGV André Braz explica que Salvador e a capital pernambucana vivem o que o governo federal chegou a chamar de “inflação nordestina”. Numericamente, há inflação em todo o país na área de alimentos, porém os hábitos alimentares locais podem estar interferindo no peso da inflação no bolso dos consumidores. Por exemplo, o feijão aumentou em todo o Brasil, porém o feijão carioquinha, que teve uma alta anual de 34,17% em Salvador, pesa três vezes mais no orçamento do baiano no que do carioca, que não compra esse tipo de produto (o feijão só se chama carioquinha por causa das suas listras, que lembram o calçadão de Copacabana). Ou seja: mesmo caro, o soteropolitano continua comprando o feijão e isso pesa no orçamento no fim do mês.

Nenhum comentário:

Postar um comentário