segunda-feira, 13 de maio de 2013

Filas nos portos vão continuar se MP não for aprovada, diz César


                      Ministro dos Transportes, César Borges (PR)
 
O ministro dos Transportes, César Borges, defendeu nesta segunda-feira (13) a aprovação pelo Congresso da chamada MP dos Portos, que altera o marco regulatório do setor portuário brasileiro e enfrenta resistência de deputados e senadores. De acordo com ele, a não aprovação do texto coloca em risco a eficácia de outras ações do governo federal na área de logística, entre elas o pacote de investimento em rodovias e ferrovias anunciado no ano passado. “Não adianta melhorar rodovias e ferrovias, não adianta ter escoamento e ter entrave nos portos”, disse Borges, que convocou uma entrevista coletiva na tarde desta segunda para fazer apelo pela aprovação da MP, que perde a validade se não for votada até a próxima quinta (16). “Vai chegar um momento que vai desaguar tudo nos nossos portos e, se eles não tiverem eficiência, as filas vão continuar”, completou o ministro, se referindo às quilométricas filas de caminhões vistas nos últimos meses principalmente no porto de Santos, e que ocorreu durante o escoamento da safra de soja. A entrevista concedida por Borges faz parte de um esforço de última hora feita pelo governo para tentar levar à votação a MP dos Portos. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, convocou uma sessão extraordinária para esta segunda para que o texto seja apreciado. Depois disso, ele ainda precisa ser votado no Senado até quinta-feira. Além de Borges, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e o ministro da Secretaria de Portos, Leônidas Cristino, também falaram a imprensa sobre o assunto. O objetivo, segundo o ministro dos Transportes, é tentar “sensibilizar” o Congresso sobre a importância de aprovar a MP nesta semana. O governo quer que a votação da MP seja retomada na sessão extraordinária convocada para as 18h desta segunda-feira. O texto precisa ser apreciado ainda no Senado. Se não for aprovado pelas duas casas do Congresso até quinta-feira (16), perde a validade.

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