O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou nesta quinta-feira (12), que os bancos privados querem "jogar a conta [da redução dos juros] nas costas do governo" e que possuem margem de lucro suficiente para cortar as taxas sem que o governo tome medidas como redução de impostos e do compulsório (percentual que as instituições financeiras são obrigadas a recolher ao Banco Central, sem remuneração).
Matéria publicada hoje na Folha já informava que, antes de analisar as propostas dos bancos privados para redução dos custos de empréstimos, o governo Dilma espera que o setor primeiro faça sua parte e reduza as taxas de juros de suas operações de crédito. O ministro disse ainda que as instituições financeiras estão praticando retenção de crédito.
"O Murilo Portugal [presidente da Federação Brasileira de Bancos], em vez de trazer soluções anunciando aumento de crédito, veio aqui para fazer cobrança de novas medidas do governo. Se os bancos são tão lucrativos, eles têm margem sim para reduzir as taxas", disse o ministro.
"O Murilo Portugal [presidente da Federação Brasileira de Bancos], em vez de trazer soluções anunciando aumento de crédito, veio aqui para fazer cobrança de novas medidas do governo. Se os bancos são tão lucrativos, eles têm margem sim para reduzir as taxas", disse o ministro.
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