Milhares de pessoas foram às ruas neste sábado para protestar pelos 40 dias da morte de um líder de oposição em Tunis, na capital da Tunísia.
A morte do oposicionista disparou levantes em todo o país, e levaram à renúncia do primeiro-ministro do país, deixando o país em profunda crise política.
De acordo com a polícia, cerca de 10 mil pessoas foram às ruas da capital, levando cartazes com dizeres como "Quem matou Belaid?" ou "Não à violência".
No ano passado, grupos salafistas impediram a realização de vários shows e peças teatrais em cidades tunisianas, argumentando que essas diversões violam preceitos islâmicos. Eles também saquearam em setembro a embaixada dos EUA, durante protestos internacionais contra um vídeo anti-islâmico divulgado pela internet.A morte do político laico Chokri Belaid, em 6 de fevereiro, lançou a Tunísia em sua pior crise desde a revolução que derrubou a ditadura de Zine al Abidine Ben Ali, há dois anos.
Depois do crime - primeiro assassinato político em uma década na Tunísia - o primeiro-ministro Hamadi Jebali decidiu antecipar eleições e montar um gabinete provisório de tecnocratas. Mas, sem o apoio do seu partido, o islâmico Ennahda, Jebali renunciou.
O presidente Moncef Marzouki encarregou então o ministro do Interior, Ali Larayedh, de formar um novo governo.
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